domingo, 19 de junho de 2011

Mais uma visita: a Verinha!

Finalmente o meu irmão estava com as duas mulheres que o abandonaram e para celebrar isso fomos ao nosso restaurante do costume, aqui em Sariyer, jantar uns lhamajuns!

No dia seguinte fomos ao museu arqueológico juntamente com a Clara e a Catlin. Depois deixámos os pombinhos irem à vida de turista e nós fomos até um jardim, ao pé de Rumeli Hisari ver uns desenhos com flores que lá tinham feito para o festival das tulipas. A tulipa é a flor nacional da Turquia e todos os anos por esta altura plantam-se milhões (11 milhões e meio este ano) de exemplares de todos os tipos pela cidade inteira.


Clara e Caitlin no museu arqueológico.

No final do dia encontrei-me com o meu irmão e a Vera em Sariyer, que apanharam o autocarro nocturno para a Capadócia, onde foram passar dois dias.


Mesquita de Rustem Pasa, famosa pelos azulejos.

6ª feira, quando voltaram demos um passeio por Taksim, fomos até ao spice bazar e comemos baklavas da Golouglo. À noite a clara deu um jantar muito animado em casa dela.

Sábado fui mostrar o lado asiático e no final do dia fomos ao café de narguilé em Topane. O meu irmão e a Vera foram para o aeroporto nessa madrugada, cada um para sua cidade.

Dias em Família

6a feira fui à aula de Cross Cultural Management fazer uma apresentação do Business Project enquanto a minha família aproveitava para conhecer a faculdade. Depois da aula descemos até Sariyer, onde demos um passeio, e fomos para o centro.
Caminhámos por uma zona de Taksim, que tem imensas lojas de coisas em segunda mão e “antiguidades”, e passámos pelas ruas mais animadas, como a Çiçek Pasagi e a Nevizade Sokak. Acabámos a jantar no Istanbul Culinary Institute, onde os cozinheiros são os alunos e os pratos estavam todos óptimos.

Eu e o meu irmão fomos depois encontrarmo-nos com o resto dos “refugiados” lá de casa para uma noite de Monte Real e Araf.
No dia seguinte, Sábado, encontrámo-nos com os pais na mesquita Suleymaniy. Depois descemos até ao bazar dos livros, uma novidade para mim, mesmo ao lado do Grand Bazar.

Daí foi uma aventura para chegar ao Rumeli Hisari. A lição que aprendi foi que é quase impossível alcançar qualquer lugar na costa de Istanbul entre Besiktas e Rumeli ao fim de semana porque o trânsito é insuportável! Só mesmo se uma pessoa conseguir voar.

Este forte foi construído com o objectivo de controlar a circulação de navios no Bósforo e a vista de lá é espectacular.
Voltámos a mergulhar no transito para chegar a Ortakoy. O autocarro que apanhámos vinha cheio e quando isto acontece as pessoas podem entrar pelas portas traseiras e passam o passe ou o dinheiro para a frente. Como calhou ficar posicionada mesmo ao lado do condutor a minha tarefa era receber os passes e passa-los no scanner o que me garantiu algum entretenimento durante aquela viagem a 10km/hora.


No degrau a comer kumpir.

Ortakoy estava também cheio de gente. Pedimos todos um kumpir e sentámo-nos a comer ao pé da água. Daí fomos a pé até Kabatas onde apanhámos o tram até Karikoy para comermos as famosas baklavas da Gulouglo. Felizmente àquela hora já só havia dois tipos disponíveis o que poupou o típico stress de indecisões.

Atravessámos a ponte Gálata para vermos Sultanhamed à noite, altura em que o bairro transforma-se num sitio completamente diferente! Os turistas em vez de empatar as ruas estão no hotel ou no restaurante, dando espaço para vendedores de rua duvidosos montarem o seu negocio nos passeios. Vimos a Aya Sofia e a Mesquita Azul iluminadas e acabámos a jantar num restaurante 100% para o turista onde até se comeu bem.


Aya Sofia iluminada.

No domingo fomos ter com os pais ao hotel, demos um último passeio pela zona e despedimo-nos. Em terra fiquei eu e o meu irmão.

Nessa tarde encontrámo-nos com o Pedro, o Jorge e o Hugo e fomos até ao museu dos mosaicos. Como era a terceira vez que ali estava aproveitei para ficar à porta a descansar e deixar o António entrar à candonga com o meu Muse Kart (um cartão para entrar à borla em todos os museus públicos).

Abancámos depois em Topane, no café do costume, para beber uns chás, fumar uma narguilé e jogar gamão. Subimos até Taksim para jantar e encontrámo-nos com o Thomas e os seus amigos, também de visita, no Eski Beirut, um bar que tem uma happy hour muito simpática.


Eski Beirut.

De volta a Istambul

Como os meus pais já conheciam Istanbul não foi preciso fazer a voltinha típica do turista. Estivemos então na mesquita azul, só para relembrar, no bazar fora do grande bazar, onde tudo é metade do preço e no grand bazar porque a minha irmã Madalena andava à caça de anéis.


O pai a perder a cabeça com relógios.

Visitámos também o museu Kariye, que tem os mosaicos bonitos, e o Istanbul Modern, onde almoçámos num restaurante todo modernaço mesmo em cima do Bósforo.


O pai a fazer uma declaração à Madalena na Rua Francesa.

Depois fomos para Taksim esperar o quinto elemento da família, o António, que só se pode juntar a nós nesse dia por causa de exames.

Jantámos no Hunkar, o restaurante em que eu tinha estado com o meu padrinho, para compensar aqueles últimos dias em que andámos a viajar à ciganos.

Os meus pais foram para o hotel e eu e os meus irmãos viemos cá para casa. O nosso pequeno chalet virou um autentico acampamento de refugiados nos dias seguintes, pois para alem dos meus irmãos também cá estiveram o Jorge e o Hugo, uma animação!