Apesar da cidade ser muito engraçada, um turista vem a Selsuk para ver as ruínas de Ephesus, que ficam a 3km dali. Fizemos este caminho a pé e quando chagámos ao monumento tivemos a agradável surpresa de que não tínhamos de pagar nada com o cartão de museus (que comprámos logo na primeira semana de aulas). Claro que esta alegria era contrabalançada com a frustração de termos pago uma pequena fortuna em Pamukkale (10€) sem necessidade.
No meio das peças do puzzle perdidas.Ephesus é a segunda maior atracção da Turquia, a seguir a Istambul. Estas ruínas foram em tempos uma grande cidade de 250 mil pessoas, que chegou a ser conhecida como a capital da Ásia.

Fachada da Biblioteca de Celsus, a imagem de marca de Ephesus. Depois de explorados todos os calhaus voltámos para Selsuk ainda com tempo para visitarmos o castelo. Fomos até ao hostel onde convivemos um bocado com um holadês e um coreano, fomos até à estação comprar os bilhetes da Izmir e aproveitámos a última hora na cidade para um chá na esplanada.
Quando chegámos à estação descobrimos que o autocarro que tínhamos marcado tinha partido com 15 minutos de antecedência porque já estava cheio. Tivemos que apanhar o próximo que por sua vez saiu meia hora mais cedo porque também estava cheio...pergunto-me então o porquê dos horários...
Em Izmir tínhamos “reservado” o sofá do Ergun através do Couch Surfing. Encontrámo-nos com ele na estação de metro ao pé de sua casa, que ficava numa zona habitada principalmente por estudantes.
Depois de nos instalarmos saímos para jantar numa das muitos “prontos a comer” que existiam para alimentar os estudantes da zona. O Ergun telefonou logo a um amigo para se juntar a nós também, um hábito que os turcos têm sempre que estão com algum estrangeiro ou convidado que ainda tenho de perceber melhor.
Durante o jantar o nosso anfitrião apresentou uma teoria muito interessante: “Para mim a Turquia está dividida em dois: Izmir e o resto do pais!”. Clara que nós perguntámos onde é que Istambul se encaixava e ele respondeu logo que Istambul nem era Turquia, era outro país!
Acabámos a noite num bar com musica ao vivo que estava cheio apesar de ser domingo. Para minha infelicidade o Ergun não era só uma enciclopédia de filmes, musica e história, mas também de futebol, e a conversa andou muito à volta desse tema porque um Pedro também é um fanático.