quinta-feira, 31 de março de 2011

Dolmus

Penso que é importante dedicar um post ao meio de transporte mais desconfortável do mundo. E comecem já a ter pena de mim porque eu tenho de o apanhar todos os dias para a faculdade. De seu nome Dolmus (ou minibus) esta carripana parece a versão todo-o-terreno do papamobile. Não tem qualquer tipo de tracção ou amortecimento por isso depois de uma viagem serra a cima, ou abaixo, o passageiro tem a sensação de ter acabado de sair de um shaker. Lá dentro nada parece ter sido feito para humanos: as bancos são altos de mais, os estofos escorregadios (o que ajuda ao efeito de shaker) e para os que vão de pé pouco há onde se agarrarem. Mas a característica que mais me enerva é a velocidade: sem qualquer tipo de trânsito entre a Koç e Sariyer este veículo consegue a proeza de nunca passar os 40km/h! Qualquer cavalo, camelo e até mula é um porshe ao lado disto.



A passagem paga-se directamente ao condutor, que normalmente é o proprietário do Dolmus, um simples acto que muitas vezes se torna num ritual interessante: as pessoas entram, sentam-se e passam o dinheiro para pagar ao passageiro que estiver sentado à sua frente, este passa ao próximo e assim sucessivamente até chegar ao condutor. Se por acaso houver troco, a “corrente” funciona no sentido contrario. Eu acho que isto só revela a honestidade e confiança das pessoas.

terça-feira, 29 de março de 2011

Istambul mais Turco

No fim de semana depois de Izmir fui com a Clara explorar uma zona mais turca de Istambul.


Padeiro a fazer Simit, das melhores coisas de Istambul.

Apanhámos o trem em Kabatas e só saímos depois de já estarmos do lado de fora das muralhas da cidade. Andámos perdidas por ruelas de bairros residenciais, sem vestígios de turistas, à procura do museu Kariye. Quando vimos a primeira banca de souvenirs completamente desenquadrada percebemos que tínhamos chegado. Esta antiga igreja de século XXII, agora museu, é famosa pelos frescos e mosaicos incrivelmente bem conservados.


Museu Kariye


Loja móvel de sapatos.

Seguimos depois em direcção a Eyup sem saber bem o que íamos encontrar pelo caminho. Aterrámos numa praça onde fomos surpreendidas por uma concentração de pessoas. Furámos pelo meio da multidão para descobrirmos um desfile de fatos tradicionais. Os países representados iam desde o Azerbaijão até à China. Sem pressa para chegar a lado nenhum resolvemos seguir aquela malta até ao estádio onde acabou o desfile. Começaram então os discursos que os turcos tanto gostam e ao terceiro resolvemos vir embora.


Desfile

Perdemo-nos outra vez no meio de tantas coisas interessantes para serem vistas e quase sem querer chegámos onde queríamos: o grande cemitério muçulmano de Eyup. De longe até podia ser o cemitério dos Prazeres, igualmente bonito, mas quando nos aproximámos comecei a perceber que as lápides tinham formas diferentes e a maioria dos nomes e outras inscrições estava em árabe.

Depois de apreciarmos a vista do cimo da colina voltámos para o centro. Ainda nos aventurámos pela Istiklal Caddesi que estava mais cheia do que nunca por causa do Istanbul Shopping Festival, um golpe de desespero das lojas que tem resultado. Esta mistura de eventos e descontos tem feito o lado consumista dos turcos fervilhar.


Gente na Istiklal Caddesi...e estava a chover!
Atenção também às luzes de Natal, que ainda relembram as pessoas "Natal é todos os dias!" por isso toca a consumir.


Nessa noite encontrámo-nos todos em casa do David para uns “aperitivos” e acabámos na discoteca Araf.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Izmir

Tentámos não acordar muito tarde porque tínhamos uma cidade de 4 milhões de pessoas por descobrir. Apanhámos o metro até ao centro e saímos em Basmane, para atravessarmos o Kulturpark. Continuámos o passeio até chegarmos à marginal e fizemos uma pausa numa esplanada para chá e gamão.


"Mini" mesquita na praça principal.

Chegámos depois à praça principal em Konak, onde fica a torre do relógio, a construção mais marcante da cidade. Daí fomos até à antiga agora mas antes de conseguirmos lá chegar andámos perdidos, a andar em círculos, num mercado enorme, que vendia de tudo. Quando finalmente chegámos as ruínas tivemos uma desilusão, que não é de admirar uma vez que tínhamos visto o espectáculo de Ephesus no dia anterior.




Bazar.

Voltámos para o muito mais interessante mercado e sentámo-nos a comer um Balik Ekmek (sanduíche de peixe). Continuámos a nossa caminhada em direcção ao sul da cidade, até um ascensor publico de onde tínhamos uma bela vista.


Elevador

No final do dia ainda visitámos uma mesquita antes de apanhar o metro para nos encontrarmos com o nosso anfitrião. Voltámos ao mesmo sitio da noite anterior para jantar e despedimo-nos de Ergun e de Izmir.

domingo, 20 de março de 2011

Ephesus

Apesar da cidade ser muito engraçada, um turista vem a Selsuk para ver as ruínas de Ephesus, que ficam a 3km dali. Fizemos este caminho a pé e quando chagámos ao monumento tivemos a agradável surpresa de que não tínhamos de pagar nada com o cartão de museus (que comprámos logo na primeira semana de aulas). Claro que esta alegria era contrabalançada com a frustração de termos pago uma pequena fortuna em Pamukkale (10€) sem necessidade.


No meio das peças do puzzle perdidas.

Ephesus é a segunda maior atracção da Turquia, a seguir a Istambul. Estas ruínas foram em tempos uma grande cidade de 250 mil pessoas, que chegou a ser conhecida como a capital da Ásia.




Fachada da Biblioteca de Celsus, a imagem de marca de Ephesus.

Depois de explorados todos os calhaus voltámos para Selsuk ainda com tempo para visitarmos o castelo. Fomos até ao hostel onde convivemos um bocado com um holadês e um coreano, fomos até à estação comprar os bilhetes da Izmir e aproveitámos a última hora na cidade para um chá na esplanada.

Quando chegámos à estação descobrimos que o autocarro que tínhamos marcado tinha partido com 15 minutos de antecedência porque já estava cheio. Tivemos que apanhar o próximo que por sua vez saiu meia hora mais cedo porque também estava cheio...pergunto-me então o porquê dos horários...

Em Izmir tínhamos “reservado” o sofá do Ergun através do Couch Surfing. Encontrámo-nos com ele na estação de metro ao pé de sua casa, que ficava numa zona habitada principalmente por estudantes.

Depois de nos instalarmos saímos para jantar numa das muitos “prontos a comer” que existiam para alimentar os estudantes da zona. O Ergun telefonou logo a um amigo para se juntar a nós também, um hábito que os turcos têm sempre que estão com algum estrangeiro ou convidado que ainda tenho de perceber melhor.

Durante o jantar o nosso anfitrião apresentou uma teoria muito interessante: “Para mim a Turquia está dividida em dois: Izmir e o resto do pais!”. Clara que nós perguntámos onde é que Istambul se encaixava e ele respondeu logo que Istambul nem era Turquia, era outro país!

Acabámos a noite num bar com musica ao vivo que estava cheio apesar de ser domingo. Para minha infelicidade o Ergun não era só uma enciclopédia de filmes, musica e história, mas também de futebol, e a conversa andou muito à volta desse tema porque um Pedro também é um fanático.

Pamukkale

Chegámos a Denizli de manhã, uma cidade sem interesse, e ainda tivemos de apanhar uma camioneta para Pamukkale. Fomos logo atacados por vendedores e empregados de restaurantes a impingirem produtos e serviços... era óbvio que estávamos num sitio altamente turístico.

A grande atracção da vila são as ruínas Hierapolis e as piscinas naturais, que serviam de termas à antiga cidade. Fomos logo obrigados a descalçarmo-nos para fazermos a primeira subida por entre as piscinas, para não danificar as formações de cálcio ou pelo simples facto do piso ser muito escorregadio, não percebi bem...


Pumukkale


Parede de cálcio.

No cimo foi fácil identificar os diferentes edifícios: o teatro romano, a avenida principal, os banhos públicos, etc..


Ruínas da avenida principal.

No final Pedro não resistiu a tomar um banho nas termas.

Almoçámos o tipíco kebab e apanhámos um autocarro directo para Selçuk, uma pequena cidade muito simpática. Andámos de porta em porta a ver preços de hosteis e finalmente decidimos instalarmo-nos na Australian New Zealand Guest House, cujo dono tinha vivido muitos anos na Austrália.

Ainda saímos para jantar e passear antes de aterrarmos na cama estoirados.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Saí de Istanbul!

Sexta feira nem deu para respirar. O dia começou com a habitual sessão de 3 horas de Cross Cultural Management de onde saímos directos para um seminário financiado pelo Unicredit/Yapicredit. Foi daqueles que agora estão na moda, do género de descobrir o nosso Eu mais profundo, aprender a ultrapassar os traumas escondidos desde a infância e com sorte até deitar uma lágrima. Claro que foi dado por um ex-gestor, que um dia se fartou de trabalhar que nem um escravo para uma empresa gigante, despediu-se e passou a dar este tipo de formação de “aprender a ser feliz”. Não foi mau de todo, o problema é que destas sessões já eu tinha tido pelo menos 3...

Acabado o seminário, que durou a tarde toda, corremos para mais uma aula de turco.

No final da aula, eu e o Pedro viemos para casa, fizemos as malas e fomos para a estação de autocarros para finalmente sairmos de Istambul!

O terminal de autocarros é gigantesco e fica quase fora da cidade. Por isso grande parte das empresas tem uma rede de camionetas que recolhe os passageiros em diferentes pontos da cidade, onde também tem um posto de venda de bilhetes. Sem este sistema penso que teríamos demorado mais de duas horas a chegar ao terminal!


Os autocarros estão equipados com televisões e durante a viagem um hospedeiro de lacinho serve chá e bolos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dias de aulas

As nossas queridas cadeiras da faculdade têm-nos mantido bem entretidos com trabalhos e apresentações e as quartas feiras são dedicadas aos Business Projects, nas empresas respectivas empresas, que ficam no centro da cidade, ou seja: temos de nos levantar com as galinhas para apanharmos o shuttle organizado pela faculdade que demora mais de uma hora no trânsito. A semana acaba à sexta-feira à noite com aulas de turco, que são uma animação.

Também se trabalha ao fim-de-semana, como no domingo, que foi passado em casa da Aysu a fazer um trabalho de grupo. Saímos de lá a rebolar porque os pais dela não pararam de cozinhar para nós o dia todo, não fossem os pobres dos estudantes passar fome.

Também já tivemos a nosso primeira, e provavelmente única, visita de estudo na Quinta-feira. Fomos com a turma de Marketing Internacional visitar uma fábrica de sapatos que exporta para alguns países europeus. Fomos recebidos com chá enquanto ouvíamos a história da vida do director da empresa. Visitámos as linhas de montagem dos sapatos e almoçámos e tomámos mais chá. Tudo muito relaxado e sem pressas. Depois de uma sessão de perguntas e respostas fomos até ao showroom para quem quisesse comprar sapatos com um simpático desconto. Eu fui a única que saiu de mãos a abanar.



Linha de montagem.


A turma no showroom com o professor (esquerda) e o director da empresa (direita).

Um dia na Ásia

Sábado passado aproveitámos o dia de sol para ir até ao lado asiático. O ponto de encontro foi o famoso café das baklavas, ao lado do porto de Kadikoi, onde apanhámos o barco para o outro continente. Estes ferries partem com tanta frequência como os metros e os bilhetes são o mesmo preço. Lá dentro empregados de fato e laço andam de um lado para o outro, com bandejas de chá e bolos para aconchegar a meia hora de viagem. São um luxo!


Barcos de pesca em Uskudar.

Saímos em Uskudar onde começámos por visitar umas mesquitas. Sentámo-nos num café mesmo à beira do Bósforo para beber chá, jogar gamão e apanhar sol na cara. Continuámos a nossa caminhada pelo paredão que estava cheio de famílias e amigos a passear e a comer pevides, indispensáveis aos convívios turcos.


Mais um chá, mais gamão...

Passámos uma zona industrial um bocado feiosa e chegámos a Karikoi por uma avenida com o trânsito cortado. Estavam imensas pessoas na rua mas quase não se ouvia ninguém a falar. Parecia que estavam a ir ou a chegar de algum evento tipo manifestação. Vimos grupos de mulheres de lenço branco na cabeça com vestidos de lantejolas e algumas pessoas com bandeiras mas nunca chegámos a perceber se realmente era um dia especial ou não.

Almoçámos num restaurante onde alguns pratos tinham nomes de jogadores da bola, incluindo o Quaresma, um dos heróis do Besiktas. No meio de tantas koftes e kebabs a única coisa vegetariana que conseguiram servir foi uma sanduíche de pickles e batatas fritas.

Daí perdemo-nos pelo mercado que, como em quase todos os lugares desta cidade, estava a abarrotar e mal se conseguia circular, onde vendiam principalmente peixe e legumes.


Mercado em Karikoi.

Apanhámos o barco de volta para a Europa e aproveitámos a noite para explorar a “Rua Francesa”, uma rua a pique, cheia de restaurantes e bares de um lado e do outro, todos decorados de encarnado e cor-de-rosa. Achei o sitio bem piroso mas mesmo assim aceitei sentar-me para beber uma imperial.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Neve

As duas semanas de chuva foram rematadas com um belo nevão! A nossa faculdade ficou toda branca e até foram canceladas algumas aulas por causa das condições da estrada, apesar de 60% dos alunos viver no campus e alguns professores numa residência própria para docentes.


Bosque da Universidade.

No centro de Istambul também nevou imenso. A mistura das mesquitas com o branco da neve fez com que a cidade parecesse ainda mais mágica!


Vendedor de Simit, uma espécie de pretzel turco.

Isto é tudo muito lindo mas já chega de frio, que venha o bom tempo!

Bloqueio

O sistema político Turco não é tão liberal quanto isso e a liberdade de expressão é limitada na constituição da seguinte forma: "Uma pessoa que denegrir publicamente a nação Turca, a República ou a Assembleia Nacional, deverá ser punida com pena de prisão de seis meses a três anos". Por exemplo, qualquer meio de comunicação que diga mal do Ataturk é automaticamente banido ou bloqueado.

Vim a saber destas particularidades da democracia Turca porque o meu e todos os outros blogs estiveram inacessíveis durante uns dias. Não consegui perceber ao certo a razão do bloqueio mas claro que estas barreiras são peanuts para os engenheiros a tirar um MBA que voluntariaram logo para me alterar as configurações da internet.


Mensagem que aparecia nos sites: "O acesso a este web site foi suspendido".

Entretanto o bloqueio terminou e por isso já não preciso de andar a brincar com proxies para comunicar com o mundo!

terça-feira, 8 de março de 2011

Professores

Depois destas semanas de aulas acho que já posso fazer uma pequena caracterização dos professores da Koç, pelo menos dos que tive até agora.

Na primeira aula usaram no mínimo meia hora para descreverem o seu curriculum em detalhe: os sítios onde estudaram, a sua experiência profissional, prémios recebidos, etc. A cada aula somos relembrados de pelo menos um destes feitos grandiosos para manter a nossa admiração pelo docente bem elevada.

Penso que têm uma memoria bastante boa pois decoraram o nome dos alunos na primeira aula, tarefa que não é fácil quando mais de metade são estrangeiros. A estes não dispensaram conselhos preciosos como “não bebam água da torneira” e “não comam comida de rua”.

Quase todos estudaram ou trabalharam nos estados unidos e orgulham-se muito de possuir green cards e passaportes americanos. Usam sempre fato e gravata e são pontuais a começar as aulas, mas a sua paixão pela conversa é tão grande que têm dificuldade em não esticar o horário pelo menos 15 minutos. São muito simpáticos e disponíveis, tanto que não se importam de dedicar parte do seu dia a encherem a caixa de correio electrónico dos seus alunos.

Apesar de se guiarem muito pelo estilo de aula americano, onde os alunos têm de participar, por vezes sinto só ouvem aquilo que lhes convém e que questionar o que dizem ou as suas teorias não é tão aceitável como em Portugal.

Claro que estes comentários não são representativos, são apenas o resultado da minha experiência pessoal e como eu interpreto algumas diferenças culturais entre Portugal e a Turquia.


Sr. Koç, o fundador da Universidade e de uma das maiores empresas da Turquia.

terça-feira, 1 de março de 2011

Vida de Turista

Tínhamos planeado ir passar o fim-de-semana a Bursa mas cancelamos os planos por causa do tempo. Para compensar tivemos mais um Sábado no centro da cidade como verdadeiros turistas.

Começámos no Grand Bazar que desta vez já me pareceu mais interessante. Depois de nos termos viciado no gamão estávamos agora à procura do tabuleiro perfeito para podermos jogar quando quiséssemos. O primeiro passo foi perceber qual era o intervalo de preços e definir aquilo que estávamos dispostos a pagar. Depois de perguntarmos em várias lojas, escolhemos aquela cujo o dono nos pareceu mais sério. A parte mais difícil foi escolhermos qual dos tabuleiros é que gostávamos mais, de entre os milhares que cobriam as paredes do chão ao tecto. Não nos cansávamos de abrir e fechar os tabuleiros, comparando os padrões e tamanhos e examinando todos os pormenores. Nenhum de nós conseguia decidir qual levar. O vendedor, farto da brincadeira, ia baixando o preço só para nos por a andar dali para fora mais depressa possível. Aquela indecisão só terminou quando nos começámos a sentir ridículos. Pagámos e fomos embora felizes com a nossa escolha.


Hmmm...qual delas é que gosto mais???

De seguida visitámos a mesquita Süleymaniye, a segunda maior da cidade.

Descemos até ao mercado das especiarias, também conhecido por mercado Egípcio, que deixou de vender só especiarias para passar a ser também conhecido pelas turkish delight e viagra turco. As turkish delight são uns bombons gelatinosos com diferentes cores e selecções de frutos secos. O viagra turco é o que estes vendedores chamam a figos secos com nozes...um belo golpe de marketing.


Turkish delight e viagra turco.

Seguimos até Istanbul Modern onde ficámos a conhecer o trabalho de vários artistas turcos modernos e contemporâneos. Gostei imenso do museu, principalmente das várias instalações vídeo. Não consegui ver a exposição toda como deve de ser por que chegou a hora do fecho e correram connosco. Vou ter voltar num dia com mais tempo e calma.

Mesmo em frente ao museu existe um mega complexo de cafés onde se pode fumar xixa, com muitos tabuleiros de gamão e televisões plasma, que estavam obviamente apinhados de turcos a ver a bola enquanto se esfumaçavam. Foi num destes cafés que abancámos depois do museu para mais umas chávenas de chá e umas jogadas de gamão.


Gamão e chá.

Para não variar seguimos para Taksim, onde começámos a noite no mesmo bar e acabámos numa das muitas discotecas da zona. Um pormenor dedicado aos fãs da noite que têm planos de experienciar as discotecas de Istambul: os porteiros são obcecados com o ratio homem/ mulher, se o resultado não for igual ou menor ninguém entra!