segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Arte do Gamão

Nos últimos dias o tempo tem estado terrível. Para além do frio chove o dia inteiro. e o pior é que não são os belos dos aguaceiros que temos em Lisboa, é uma chuva fininha irritante que nos pica a cara sempre com a mesma intensidade, fazendo crescer uma raiva interior que dá vontade de barafustar com o mundo inteiro.

Mesmo assim temos mantido a boa disposição e vontade de explorar esta cultura, por isso resolvemos aproveitar a tarde livre de 6a feira para nos enfiarmos num café de Ortakoy. Pedimos uma rodada de chás e dos tabuleiros de gamão, que estão sempre à disposição dos clientes, assim como baralhos de cartas e dominós.


Mangueiras de narguilés expostas no café.

O Steffan, mais um alemão do nosso curso, ensinou-nos as regras e depressa ficámos viciados. Sentimo-nos verdadeiros turcos!

Jantámos kumpir e seguimos para Taksim onde tivemos uma noite animada no bar que eu e a Clara muito nos orgulhamos de ter descoberto (ver post “A melhor Promoção de Taksim”). É incrível a quantidade de gente que continua nas ruas mesmo com o mau tempo; as pessoas passeiam-se de bar em bar como se a chuva não molhasse, até altas horas da noite.


Bebendo Efes, a cerveja de Istambul.

Festa de Máscaras

Quarta feira fiquei um bocado pendurada depois de saber que tinham cancelado a reunião com empresa, para a qual a minha equipa vai desenvolver um projecto durante este semestre. Mesmo assim consegui arranjar muito com que me entreter.
No final do dia tive a primeira aula de dança jazz com o grupo da faculdade, ao qual penso que me vou juntar. Gostei muito do professor e do ambiente.

À noite ficámos a conhecer mais uma das fantásticas "facilities" da faculdade: a discoteca! Sim, uma discoteca a sério (não pensem que era uma cave escura com uns flashes manhosos... também não era nenhum Lux...). Nesta festa de inauguração devíamos ir mascarados para termos 50% de desconto nas bebidas. Claro que sob tamanho incentivo inventámos uns belos disfarces.
Como à meia noite já nos estavam a por na rua, seguimos para casa do Murat, onde ficámos à conversa até às tantas.


Eu não sei bem de que é que estava mascarada, o Thomas nem se deu ao trabalho, o Pedro e o David eram óbvios jogadores da bola.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A melhor Promoção de Taksim

Depois de alguma pesquisa, eu e a Clara entrámos o "best deal" de Taksim!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Domingo Cultural

Quando nos mudámos fizemos uma lista de coisas que queremos fazer durante este semestre que tem estado pendurada no frigorifico. Sempre que nos lembramos de algum restaurante, museu, viagem, etc, acrescentamos.
Hoje riscámos alguns items: o Palácio de Dolmabahçe, a Igreja de St. António e comer Baklava.

Dolmabahçe, o maior palácio do Bósforo, foi mandado construir para substituir o palácio de Topkapi. Para além dos sultões Otomanos, também viveu aqui o fundador da Turquia, Ataturk, e a maioria dos relógios das salas marcam as 9:05, hora a que ele morreu.


Vista para o Bósforo do Dolmabahçe


Sacos que temos de calçar para entrar em palácios e hospitais.

Algumas das salas são realmente impressionantes, principalmente o salão principal que tem dimensões de uma catedral.

Lá fora as ruas estavam cheias de adeptos do Besiktas, um dos maiores clubes de futebol de Istambul cujo o estádio fica ali ao lado. Era o dia do grande jogo contra o Fenerbahçe, o equivalente a um “Benfica VS Sporting”.

A Igreja de Santo António não tinha nada de impressionante mas pelo menos ficou riscada da lista.

Como estávamos com tempo fomos até à Torre Gálata. Construída pelos Genoveses, desempenhou várias funções ao longo da história como torre de vigilância e prisão. Descobrimos que neste momento serve apenas de miradouro caro por isso não subimos... ficou para um dia com mais Sol.

Dirigimo-nos depois para Karakoi, seguindo o conselho do nosso mentor Ylmas que nos disse ser lá que se comia a melhor Baklava, uma das maiores especialidades da Turquia. Este doce é feito de massa folhada e frutos secos e as variedades que ali podíamos encontrar deixaram-nos completamente perdidos. O famoso café Güllüoğlu estava tão cheio que tivemos dificuldade em arranjar mesa mas valeu a pena: este doce é mesmo espectacular.


Karaköy Güllüoğlu


Variedades de Baklava

Cruzámos a ponte até Sultanahmet e entrámos na Yeni Cami, ou “Mesquita Nova”, mesmo a tempo para a oração da tarde. Apesar de não percebermos nada do que está a ser dito a leitura do Corão é muito tranquilizante. Era também interessante ver como os mais atrasados cruzavam o interior da mesquita a correr com os sapatos na mão, nem que fosse para apanhar o último minuto da oração.


Yeni Camii

A Clara veio cá a casa jantar e vimos um filme.

Ainda fomos surpreendidos pela nossa querida senhoria, a avózinha, que nos trouxe bolos e panados!

Jantar Internacional

A associação de estudantes organizou um jantar internacional no Sábado. Quem quisesse cozinhar só tinha de se inscrever, comprar os ingredientes, cozinhar e limpar tudo no final. Quem não quisesse cozinhar só tinha de aparecer e comer! Justo...

Eu e o Pedro ainda pensámos em fazer qualquer coisa mas com a confusão das aulas, a falta de informação e os baixos incentivos, ficámos só pela parte do “aparecer e comer”. Havia pasta de Itália, Sushi do Japão, tortilha de Espanha, crepes de França e até pão com manteiga de amendoim dos Estados Unidos.


Sanduíches de manteiga de amendoim e marmelada dos americanos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Uma Semana Cheia

Esta semana foi ainda mais agitada que a passada!

Passei o domingo com a Clara e o Thomas. Fomos à piscina interior e à tarde demos um passeio por Sariyer. Apesar de ser um subúrbio de Istambul, tem imensa vida. Mesmo a um domingo, as lojas estão quase todas abertas e as ruas cheias. Esta zona é muito conhecida pelo peixe e em cada esquina há pelo menos um pescador com o “estaminé” montado a vender a sua mercadoria.

Na terça feira fomos levantar os nossos vistos de residentes à Loja do Cidadão cá do sitio, em mais uma excursão organizada pela faculdade. Também tive a minha primeira aula de turco e já começo a saber algumas palavras, mas vai ser difícil conciliar estas aulas com o projecto final.

Fiquei a conhecer o mercado semanal de Sariyer na quarta-feira graças ao Murat, um estudante de MBA do Azerbaijão, que me levou até lá. Vendem desde hortaliças a ténis falsificados e como nesse dia tinha ficado de fazer uma salada para levar para um jantar em casa da Clara, aproveitei para comprar os ingredientes que precisava. Neste mercado sim há malta em cima das bancas aos berros como deve de ser.

A semana de aulas acabou com um seminário da Google, seguido de um jantar em casa da Aysu, a nossa colega turca. Gostei imenso de conhecer uma família local que nos recebeu com um autêntico banquete, cozinhado pela mãe.


Na cozinha da Aysu

Seguimos para Taksim, possivelmente o bairro mais agitado de Istanbul. Na Istiklal Caddesi, a rua principal, as lojas ficam abertas até altas horas e o mar de gente torna a circulação pedonal num desafio onde um simples encontrão é o mínimo que nos pode acontecer. Tentar escapar aos milhares de panfletos publicitários que nos vão impingindo, aos molhos dos doners que saltam por todo o lado e às pontas de cigarro que um em cada dois turcos fuma e que passam tangentes à roupa é uma tarefa difícil. As ruas mais estreitas à volta estão atulhadas de cafés, bares, discotecas e mais gente. Andámos a saltar de bar em bar e acabámos por nos encontrar com outros intercâmbios da universidade.


É assim que as noites acabam em Taksim...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um dia no Centro

Mas o programa das festas não acabava aqui, ainda havia toda uma excursão pelas principais atracções de Istambul marcada para Sábado! Começámos na Aya Sophya, uma antiga Igreja Ortodoxa, mais tarde transformada em mesquita. Foi a maior catedral do mundo durante mais de mil anos, até ser ultrapassada pela catedral de Sevilla.


Aya Sophya

Tentámos depois visitar a mesquita Azul mas como era hora de oração não podemos entrar e seguimos para o Palácio Topkapı, a residência oficial de muitos sultões Otomanos. Grande parte do palácio está coberto por azulejos típicos da Turquia mas a principal atracção é o Harém que devido ao cansaço e à falta de tempo, deixámos para a próxima visita.


Azulejos no Palácio

De seguida entrámos na Yerebatan Sarnıcı, que quer dizer “Basílica Cisterna”. Antes de ser convertida numa cisterna, era utilizada como um centro artístico e de comercio. Os elementos mais misteriosos são duas esculturas que representam medusas (criaturas que, segundo a mitologia grega, têm o poder de transformar em rocha quem olhe para elas), colocadas de lado e ao contrário. Existem muitas teorias fantásticas por traz da razão de não estarem na posição correcta, mas a mais provável é a que defende ser a forma que garante mais estabilidade às colunas.


Medusa

A última atracção foi o Grand Bazaar que me desiludiu um bocado. Apesar de ser o maior bazar coberto no mundo, já perdeu muito do seu carácter porque as bancas com vendedores a berrar foram substituídas por lojas fechadas com vitrinas.
Daí seguimos para Ortakoy, uma zona á beira do Bósforo, onde são famosas as bancas que servem Kumpir, batata assada, temperada com queijo e manteiga e depois recheada com ingredientes à escolha do freguês. Comprámos uma e sentámo-nos para beber chá num dos muitos cafés cheios de pessoas a jogar gamão, um dos “vícios” deste povo.


A comer Kumpir

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais Boas Vindas

O resto da semana foi passada entre aulas e actividades de boas vindas.

Quarta-feira começámos com uma aula de turco básica. Tivemos depois a primeira reunião com a professora da cadeira de projecto que nos explicou com que empresas iríamos trabalhar e que é que faríamos em cada uma delas. Depois de mais uma sessão de ginásio, fomos estrear o ringue de patinagem no gelo onde estavam a oferecer gelados.


Pedro, Clara e eu

Jantámos no centro de Sariyer para provar alguns pratos típicos, como Kebab (que não tem nada a ver com o nosso conceito pois esta é servida no prato e não no pão) e Lahmacun, uma espécie de pizza enrolada temperada com limão.

No final fomos até ao supermercado para comprar aquecimentos (sim, os quartos do nosso chalé quase perfeito estão à mesma temperatura que o exterior +/- 3º!) e umas cervejas para o convívio lá em casa que não acabou muito tarde.

Quinta-feira jogámos uma espécie de caça ao tesouro e a nossa equipa com alguma batota lá ganhou! Ainda levámos para casa uns sacos cheios de gomas e chocolates :D


Equipa vencedora

À noite o Pedro esteve a mostrar a sua fantástica colecção de musica portuguesa ao Thomas que também nos mostrou algumas austríacas.


Brunch


Velhinhos a apanhar Sol

Sexta começámos o dia com um fantástico brunch numa baía pequenina próxima da faculdade, cheia de gaivotas e barcos de pesca. À tarde foi a vez de conhecermos alguns dos clubes desportivos da Koç, que organizaram diferentes treinos. Eu experimentei um de dança contemporânea e um de folclore turco. A dança especifica que aprendemos era mais uma comedia em que os bailarinos têm a cabeça coberta e usam umas t-shirts com olhos, boca e nariz de forma a que o tronco pareça uma cara gigante (http://www.basbasbas.com/blog/tag/dance/).

O dia acabou no bar da ESN, uma organização internacional para estudantes eramus da qual também fiz parte quando estava em Roma. Como eram os anos do Pedro, celebrámos com Raki, o licor tradicional deste pais. Sabe a anis e bebe-se misturado com água, uma bomba que acho que não vou voltar a beber...


Raki

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Bem vindos à Koç!

Como bons anfitriões que são os turcos temos pela frente toda uma semana de boas vindas cheia de actividades. Os mais de cem estudantes de intercâmbio foram divididos em grupos e cada um recebeu um mentor. A nós, estudantes do CEMS e MBA, coube-nos o Ylmas.


Entrada da Universidade


Primeiro levou-nos a tratar de uma série de burocracias, desde abrir uma conta no banco a pagar o visto de residentes. Depois fizemos uma longa excursão pelo campus. Apesar de já estar impressionada, ainda consegui ficar mais depois de ver a piscina com vista para o Bósforo, os campos de ténis, os ginásios com equipamentos novos e o ringue de patinagem no gelo! Nós parecíamos crianças na Euro Disney a ver aquilo tudo!


Não resisti em por uma fotografia da piscina

Viemos até ao centro de Sariyer para almoçar e aproveitar as traduções do Ylmas para esclarecer os últimos pontos com a agencia e a dona da casa. A senhora da agência, que tanto nos adora, ainda nos levou a comprar algumas coisas que nos faltavam como cobertores e lençóis e no final insistiu em me oferecer uma almofada.


Sanduíche de Filetes


À tarde voltámos à Universidade. Eu e o Thomas fomos experimentar uma cadeira (porque não sabemos exactamente o que queremos tirar) e o Pedro aproveitou para ir à internet (serviço que não existe na nossa casa quase perfeita). Depois da aula ainda ficámos um bocado no centro de estudantes, que tem um café aberto 24h por dia, à conversa com o Stefan, um Alemão que está no mesmo mestrado.

Hoje voltei ao hostel para trazer algumas coisas que lá tinha deixado. A Carly, a dona, tinha feito uma lista de coisas que tinha a mais e que até me agradecia se eu as levasse dali para fora como lençóis, candeeiros e agrafadores. O Jack, o seu marido turco, fez-me um café enquanto eu lhe dava algumas ideias para melhorar o hostel. Uma das coisas que acabámos a discutir foi o facto de os turcos não sorrirem muito e por isso, para os ocidentais, não parecem muito amigáveis ao inicio. A Carly, como boa americana, concordou comigo.

Consegui chegar à Universidade a horas de estrear o ginásio com o Thomas e o Pedro. Penso que também vamos aproveitar muito bem os balneários uma vez que o chuveiro lá de casa não é muito famoso.

No fim do dia tive uma aula que gostei imenso com um professor que já trabalhou no mundo inteiro e tem muitas histórias interessantes para contar. Mais uma vez fui surpreendida pela generosidade turca: um dos nosso colegas chegou à sala com uma espécie de arroz doce que ofereceu a mim e ao Thomas.

HAVEMUS CASA!

Como combinado fui ver a o quarto em casa do Murat, o tal “coordenador”, e apesar da casa ser muito boa e a renda muito atractiva senti logo que o ambiente não ia ser o ideal. Não só se fumava dentro de casa (porque os turcos fumam que nem chaminés) como o Murat se gabava de ser a melhore venue para as festas dos erasmus. Também estava situada ao lado do campus, ou seja no meio do nada!

Voltei para Saryier com a esperança que o Thomas e o Pedro tivessem ainda a contar comigo. Para eles também foi um alivio saber que eu não queria ficar com o Murat porque tinham encontrado uma casa perfeita para nós. Era um segundo andar de uma casinha de madeira. Estava toda decorada ao estilo turco e a cozinha estava equipada. A renda era metade do preço dos dormitórios! Assinámos logo contracto!

Todas as pessoas eram muito simpáticas e não podiam parecer mais felizes por nos mudarmos para ali. A senhora da agencia ofereceu-nos café enquanto nos contava como o Thomas lhe lembrava o seu filho que emigrou para Inglaterra e que lá tinha morrido. A dona da casa, uma “avozinha” completa, vive no andar de baixo e está determinada a cuidar de nós nos próximos meses. Foi tudo uma grande festa. Quem nos ajudou neste processo todo, porque ninguém falava inglês, foi a Ayshe, uma amiga turca do Pedro.


O Thomas e o Pedro na nossa nova casa!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Conhecendo Istanbul

De manhã fui até um café em Istiklal ver pessoas a passar na rua. Não me conseguia decidir onde queria viver: Taksim, Sariyer (a cidade ao pé da Koç) ou mesmo no campus.

O ponto de encontro com o Tomás, a estação de tram de Sultanahmet, ainda ficava longe e aproveitei para ir a pé para conhecer mais um bocado da cidade. Percebi logo que mais uma vez o lugar combinado não era o ideal, especialmente a um sábado: a estação estava cheia de gente e eu ia ver o Thomas pela primeira vez na vida! Ao fim meia hora desisti de esperar e continuei o meu passeio.

No caminho encontrei os dois franceses do Hostel. Quando cheguei agarrei-me ao computador onde já tinha uma série de mails do Pedro e do Thomas a ordenarem-me não sair do hostel porque vinham a caminho! E assim foi: meia hora mais tarde estávamos todos juntos (finalmente) a falar do dilema das casas.

Saímos para jantar numa esplanada típica e fomos depois beber umas cervejas numa rua cheia de gente e de bares, onde cada um tentava por a musica mais alta que o vizinho. No meio da multidão iam passando vendedores de aperitivos como amendoins e mexilhões e no meio daquela confusão era quase impossível encontrar uma mesa.


Eu, o Pedro e o Thomas

Mais tarde fomos até outro bar para nos encontrarmos com estudantes da Koç. Um deles, o “coordenador” dos intercâmbios, disse-me que tinha um quarto a mais para alugar na casa dele e eu fiquei de lá ir no dia seguinte para ver as condições, enquanto o Pedro e o Thomas atacavam umas agencias no centro de Sariyer.

Apareceram os meus amigos do hostel, com quem acabei a dançar até às 5h da manhã. Se fossem os meus companheiros de casa até ao final do semestre nem me importava de lá ficar durante o semestre inteiro...


Fim de noite no hostel

Chegada

Apanhei o metro e o tram de acordo com as instruções que o Eramus Hostel me tinha enviado. Tinha feito uma reserva para essa noite e tencionava lá ficar até encontrar casa. Era o mais barato que tinha encontrado, mas mesmo só pagando 3.5€ tinha o essencial: água quente, internet e um staff muito simpático.


Entrada do Hostel

Pedir indicações aqui não é fácil pois quase ninguém fala inglês e eu não sei pronunciar bem o nome das coisas. Com muita linguagem gestual consegui descobrir os autocarros que precisava de apanhar. Ao chegar deparei-me com a versão turca de Hogwarts (a escola do Harry Potter) e fiquei ainda mais impressionada com o facto dos edifícios serem muito maiores do que parecem nas fotografias.

Falei com umas coordenadoras na esperança de conseguir informações sobre casas para alugar mas nada... indirectamente disseram que não me podiam ajudar a concorrência directa dos dormitórios da universidade... Não tenho muita vontade de ficar no campus porque, apesar de oferecer quase tudo o que um resort oferece, não vou poder viver de perto da cultura turca e no fundo eu escolhi Istambul e não a Universidade Koç.

Ao sair encontrei o Stefan, um Alemão do meu mestrado que me reconheceu logo (através de mails que trocámos antes de chegar). Disse-me que queria arranjar uma casa em Taksim, no centro, porque estava a odiar estar no campus. Este também é o meu grande debate: ficar ao pé da universidade ou ao pé do centro???

Demorei mais de 2 horas a chegar ao hostel porque apanhei a hora de ponta e combinei através de mails encontrar-me com o Thomas e com o Pedro (possíveis futuros companheiros de casa) no Burger King de Istiklal, uma das ruas mais animadas da cidade. Esta não foi uma ideia muito feliz porque existiam 3 Burger Kings nessa rua e eu fui esperá-los no “errado”. Sem crédito no telemóvel e sem telefones públicos foi impossível comunicar por isso voltei para o hostel onde fiquei à conversa com uns franceses que tinham acabado de chegar da Índia e uns marroquinos que se mudaram para cá há um mês.

Depois de trocar mais alguns mails com o Thomas, combinámos um novo encontro no dia seguinte às 3h.

Aeroporto

Cheguei ao aeroporto com o meu maninho e encontrei-me com a Sufas, que me vem sempre dar um beijinho de despedida.

Estava o check-in a correr muito bem quando uma das responsáveis da British Airways saca de um livro que imagino ser algo como “O Código Internacional dos Aeroportos”. Depois de o folhear diz-me que eu não estava autorizada a voar para a Turquia sem bilhete de regresso e que teria de marcar um para uma data nos próximos três meses!

Eu não faço a mínima ideia de quando é que tenciono regressar a Portugal mas tenho a certeza que não é dentro de menos de três meses. Tentei explicar que ia para Istambul estudar e que assim que chagasse iriam dar-me um visto de residente.

Depois de alguns telefonemas disseram-me que se eu tivesse um papel que provasse isso talvez pudesse voar. O único papel que eu tinha era a Acceptance Letter que me enviaram em Maio, por mail e por correio, quando eu ainda estava no Peru, mas que não a tinha ali comigo.

Agarrámo-nos ao Blackberry da Sufas à procura do precioso email. Assim que o encontrámos reencaminhámo-lo para o balcão da BA para ser impresso, juntamente com uma reserva de uma passagem fictícia para o dia 7 de Março, não fossem as autoridades em Istambul chatear-me.

Com a luta de preços entre companhias aéreas espero sempre o mínimo serviço, uma vez que eu também estou a pagar o mínimo que consegui, mas a BA surpreendeu-me com a sua simpatia e eficiência. Também tenho que agradecer à Sufas, não só por se ter ido despedir mas também pelo seu super telemóvel!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Surpresa!

Tinha partida agendada para Sábado, dia 5 de Fevereiro. Como a passagem tinha sido marcada há uns meses e já não me lembrava da hora do voo fui abrir novamente o email com a minha reserva. Foi então que tive uma “bela” surpresa: o voo não era dia 5, mas sim dia 3! QUARTA-FEIRA! AMANHÃ!



Tinha metido na cabeça que viajava no Sábado e nunca mais me lembrei de confirmar as datas. Enfim... acontece a todos...

Tinha agora 24 horas para tratar de todas as coisas que tinha planeado para os próximos dois dias e fazer as malas.

Foi assim que começou a minha aventura em Istambul!