quinta-feira, 31 de março de 2011

Dolmus

Penso que é importante dedicar um post ao meio de transporte mais desconfortável do mundo. E comecem já a ter pena de mim porque eu tenho de o apanhar todos os dias para a faculdade. De seu nome Dolmus (ou minibus) esta carripana parece a versão todo-o-terreno do papamobile. Não tem qualquer tipo de tracção ou amortecimento por isso depois de uma viagem serra a cima, ou abaixo, o passageiro tem a sensação de ter acabado de sair de um shaker. Lá dentro nada parece ter sido feito para humanos: as bancos são altos de mais, os estofos escorregadios (o que ajuda ao efeito de shaker) e para os que vão de pé pouco há onde se agarrarem. Mas a característica que mais me enerva é a velocidade: sem qualquer tipo de trânsito entre a Koç e Sariyer este veículo consegue a proeza de nunca passar os 40km/h! Qualquer cavalo, camelo e até mula é um porshe ao lado disto.



A passagem paga-se directamente ao condutor, que normalmente é o proprietário do Dolmus, um simples acto que muitas vezes se torna num ritual interessante: as pessoas entram, sentam-se e passam o dinheiro para pagar ao passageiro que estiver sentado à sua frente, este passa ao próximo e assim sucessivamente até chegar ao condutor. Se por acaso houver troco, a “corrente” funciona no sentido contrario. Eu acho que isto só revela a honestidade e confiança das pessoas.

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