Na primeira aula usaram no mínimo meia hora para descreverem o seu curriculum em detalhe: os sítios onde estudaram, a sua experiência profissional, prémios recebidos, etc. A cada aula somos relembrados de pelo menos um destes feitos grandiosos para manter a nossa admiração pelo docente bem elevada.
Penso que têm uma memoria bastante boa pois decoraram o nome dos alunos na primeira aula, tarefa que não é fácil quando mais de metade são estrangeiros. A estes não dispensaram conselhos preciosos como “não bebam água da torneira” e “não comam comida de rua”.
Quase todos estudaram ou trabalharam nos estados unidos e orgulham-se muito de possuir green cards e passaportes americanos. Usam sempre fato e gravata e são pontuais a começar as aulas, mas a sua paixão pela conversa é tão grande que têm dificuldade em não esticar o horário pelo menos 15 minutos. São muito simpáticos e disponíveis, tanto que não se importam de dedicar parte do seu dia a encherem a caixa de correio electrónico dos seus alunos.
Apesar de se guiarem muito pelo estilo de aula americano, onde os alunos têm de participar, por vezes sinto só ouvem aquilo que lhes convém e que questionar o que dizem ou as suas teorias não é tão aceitável como em Portugal.
Claro que estes comentários não são representativos, são apenas o resultado da minha experiência pessoal e como eu interpreto algumas diferenças culturais entre Portugal e a Turquia.
Sr. Koç, o fundador da Universidade e de uma das maiores empresas da Turquia.
Sem comentários:
Enviar um comentário