segunda-feira, 2 de maio de 2011

Kayseri, Urgup e finalmente Goreme

Chegámos a Adana de madrugada, comprámos os bilhetes para o primeiro autocarro para Kayseri que saía daí a 3horas. Abancámos juntamente com outros passageiros no escritório da agencia de viagens que não tinha mais de 10 metros quadrados onde adormecemos depois do chá que nos ofereceram. Ainda a dormir embarcarmos no autocarro para Kayseri onde fomos acordar a meio do dia.

Como o que estava escrito no guia nos tinha despertado a curiosidade, resolvemos explorar a cidade. A zona histórica é composta pelas antigas muralhas, a mesquita central e um bazaar cuja parte mais interessante é o mercado de algodão. Aqui fomos “apanhados” por um senhor muito simpático que nos explicou toda a história do bazaar, como tinha sido um importante posto na rota da seda e como funcionava toda a infra-estrutura na altura: onde ficavam os camelos, onde ficavam as mercadorias e onde dormiam os comerciantes. No final da tour revelou-nos que “por acaso” tinha ali uma loja de tapetes e convidou-nos para o já esperado chá. Muito humildemente aceitámos garantindo que não tínhamos dinheiro para comprar nenhum tapete e claro que ele ainda fez algumas tentativas de nos vender uns kilims. No final fiquei com o cartão da loja (é interessante como aqui até o posto mais tascoso de kebabs tem cartão de visita) e disse que talvez voltasse com o meu pai.


Loja de tapetes onde bebemos chá.

À saída do bazaar não resistimos a comprar um dos mil tipos de queijo que eram vendidos nas últimas lojas. Estávamos esfomeados e perguntámos ao vendedor onde é que tinha comprado os pães com óptimo aspecto que ele e toda a gente ali do bazaar estava a comer. Em vez de nos responder à pergunta partilhou o que tinha connosco! Infelizmente a gentileza não foi suficiente para matar a nossa fome e depois de um abastecimento no supermercado fizemos um piquenique no jardim.


Urgup.

Apanhámos um mini autocarro para Urgup, uma cidade bem simpática. Apesar de estar cheia de lojas e restaurantes para o turista. Como ali não havia alojamento para o nosso orçamento tínhamos de ir ainda até Goreme, desta vez a pé porque o ultimo autocarro tinha partido às 6 da tarde e eram 7:30 quando acabámos de explorar a cidade. Como eram 5km de caminho pensámos que demoraríamos só uma hora a chegar. Fizemo-nos à estrada de mochilas às costas cheios de confiança!


Formações rochosas típicas da Capadócia.

Começámos a estranhar não ver indicação nenhuma para Goreme e ainda perguntámos a um senhor que nos disse, segundo o que nós percebemos, que devíamos continuar em frente. Ao fim de uma hora e meia de caminhada e sem pistas voltámos a perguntar se estávamos a ir na direcção correcta numa bomba de gasolina: “Têm de voltar para traz cerca de 2km e virar à esquerda!”

“O QUÊ?” Nem queríamos acreditar! Eu é que não ia voltar aqueles 2km para traz a pé. Perguntei à carrinha que estava a abastecer se iria seguir naquel sentido e cravei boleia depois da resposta afirmativa.

Entrámos em Goreme já depois das 10 da noite e por sorte conseguimos um quarto à segunda tentativa. Orhan, o dono, convidou-nos para um café e deu-nos algumas dicas para os dias seguintes.

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