segunda-feira, 2 de maio de 2011

Primeiro dia na Capadócia

De manhã pude apreciar os balões de ar quente que passeavam mesmo em frente à nossa pensão e faziam a paisagem do centro da Capadócia parecer ainda mais surreal. As formações rochosas desta região parecem formigueiros gigantes que serviram de casa e templo aos cristãos que ali se escondiam para escaparem às perseguições.

Conseguimos chegar ao Museu ao Ar Livre antes da maior parte das carrinhas de excursões encherem o complexo de turistas. Este museu é basicamente um conjunto de casas e igrejas, onde se podem ver frescos muito bem conservados.


Uma das igrejas do Museu.

Fizemos depois a caminha do Vale dos Pombos, que liga Goreme até Ushisar, subindo e descendo pelas rochas em forma de chaminé. Tentámos inventar caminhos alternativos que nos levaram a tartarugas que passeavam por zonas mais calmas, uma cascata e também becos sem saída.



Vale dos Pombos.

Em Ushisar apanhámos um autocarro para Nevsehir onde conhecemos o Max, um americano viajante de apenas 18 anos, que andava meio perdido à procura do mesmo autocarro que nós para a cidade subterrânea de Derinkuyu.

Aqui chegaram a viver 10 mil pessoas e respectivos animais nos 11 andares que atingem uma profundidade de 85 metros. O que nos impressionou foram as mesmo estas dimensões. Os corredores muito estreitos onde não era possível andar de costas esticadas, ligavam depois salas enormes, cheias de nichos e câmaras mais pequenas. A sensação de ali estar não deve ser muito diferente de uma formiga nos seus labirintos.


Uma das galerias em Derinkuyu.

Chegámos a Goreme já de noite, comprámos umas cervejas e jantámos umas pides (muito parecido com pizza).

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